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Por que é que as minhas peças falham no Leak Test?

Written by Nuno Soares | 29-11-2017 15:40

Todas as suas peças falham nos testes de estanquidade? Não entre em pânico! Não é caso único.

Não é assim tão incomum ocorrerem falhas e, inexplicavelmente, todas as peças serem rejeitadas durante os ensaios de estanqueidade, mesmo aquelas que tinha a certeza que iriam passar.


"Por que é que as minhas peças falham no Leak Test?" é, em alguns casos, um verdadeiro mistério e persegue-nos durante dias, enquanto vemos peças a serem danificadas durante os ensaios e a serem rejeitadas indevidamente

Para o ajudar a resolver esta questão, vou analisar consigo as 3 principais razões que podem comprometer o seu leak test sem que, muitas vezes, se aperceba à primeira.

Causa nº 1: Fornecimento inconstante ou insuficiente de ar, o que compromete o sucesso da fase de enchimento e, consequentemente o resultado final. Este tipo de falha pode ser detetada precocemente pelos equipamentos de teste automáticos; ainda assim, convém verificar a pressão antes de iniciar o leak test. 

Ar usado para pressurizar a peça não filtrado também pode comprometer o leak test e danificar o equipamento de teste. É surpreendente como o ar das fábricas pode estar poluído e carregado de partículas que podem destruir transdutores sensíveis e válvulas de precisão.

Causa nº 2: Tamponamento ou acoplamento da peça ineficaz, devido ao uso de vedações mal dimensionadas, normalmente feitas de um material desadequado para a aplicação. Por exemplo, materiais demasiado elásticos podem não vedar a peça de teste devidamente e tendem a danificar-se ao fim de poucos ciclos. Assegure-se de que a taxa de fuga do tamponamento não seja superior à fuga admissível da peça. 

Causa nº 3: Variação da temperatura, um efeito colateral que deve ser minimizado durante o leak test, pois exerce influência sobre a disposição das moléculas do ar e, consequentemente pode variar a pressão no interior da peça, o que, por sua vez, que pode levar a falsos resultados.

Isto não quer dizer que rejeições inesperadas não possam estar relacionadas com as próprias peças. No entanto, mantenha o seu espírito crítico e reavalie as condições de teste sempre que necessário. Estranhe se demasiadas peças começarem a ser rejeitadas.

Para o ajudar a resolver uma das principais causas de falha, deixo-lhe um Guia para definir corretamente a pressão de teste a que deve submeter as suas peças e a fuga máxima admissível para mais de 200 exemplos de peças testadas.